e-Videncias

Aqui vão estar os meus pensamentos mais absurdos (e os outros também). A ideia é rir e sorrir... estimular a nossa capacidade crítica e argumentativa que por vezes adormece!! Assim sendo: Tcharaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaannnn!!! Tragam o Champomi e os cigarros de chocolate!! And... Let the Games Begin!

Terça-feira, Outubro 10, 2006

Ahhh e tal porque és jovem...

Assistindo no outro dia a uma reportagem sobre o eterno problema dos licenciados desempregados, voltou a renascer um dos pensamentos que me assaltaram noutros tempos.

Ser licenciado não é sinónimo de ter o emprego de sonho, certo?
Não é sinónimo de que se sabe tudo o que é necessário para ocupar posições de destaque, certo?
Muito menos é sinónimo de boa remuneração, certo?

Poderá, eventualmente contribuir para um alargamento dos nossos horizontes... mas só eventualmente.
O que é facto é que após vários anos de estudo, saímos cá para fora e... népias! “Ahhh e tal tem Curriculum a mais”, “Ahhh e tal, não tem experiência profissional... “ ( “Ahhh e tal não!!“)

É esta última afirmação que por vezes me dá “comichões”... é certo que nada se sabe mas... e quando teremos experiência se nem sempre são dadas as oportunidades? É esquisito, não é?

Mas também há outro facto... aqueles que passam anos e anos a estudar... primeiro Licenciatura, depois Mestrado, mais Doutoramento mais MBA and so on... A ser assim, será que é sensato passar tanto ano apenas a “marrar”? Sem se evoluir nos estudos à medida que se vão adquirindo conhecimentos práticos?
Não serão demasiados anos de teorias (muitas delas pouco aplicáveis), sem aquisição de conhecimentos...

É que desta forma, quando nos lembrarmos de ir para o activo, as qualificações (obviamente) serão demasiadas e a experiência pouca. Já para não falar na idade (que conta, não me digam o contrário). Será benéfico? Será?

E depois temos o aumento da idade da reforma que, segundo as últimas previsões da Assembleia da República, está para ser prorrogada para os 100 anos. Nada de discriminatório contra os velhinhos (longe de mim tal pensamento!), mas será que estes não podiam ter uma ocupação mais leve nos seus quintaizinhos, fazendo o enxoval dos netinhos, turismo? Convenhamos, a partir de certas idades, a nossa capacidade mental (e física) deixa de satisfazer eficazmente a muitas das necessidades pretendidas e... porque não dar lugar a outros?

Não quero com isto discriminar ninguém, nem sou adepta da recente teoria de “Os velhos metem-se no velhão!”... mas para as conquistarmos e merecermos, têm de ser dadas algumas oportunidades.

Já dizia alguém: “Quando vires um homem com fome, não lhe dês peixe, ensina-o a pescar”.
(Ahhh e tal eu sou jovem... dêem o desconto!!)

6 Comments:

  • At 11:25 PM, Blogger Damularussa said…

    Tá bem abelha, vai-te embora óh melga! (gosto destas expressoes tipicas)
    Nova e tal, velho e tal..e que tal juntares o know how do velho com o "nichts wissen" (oder) "keine wissen" do novo e conjugarem a coisa?
    Porque será que nunca se equaciona tal inter-acção?
    Será o velho sinónimo de menos válido?
    Afinal aqui quem faz as perguntas sou eu.
    Bahh!

    E a proposito, velhos são os trapos já assim dizia a minha avó.
    Prefiro a expressão dos hermanos "maiores".

    Keep going

    Com beijos
    Damula

     
  • At 1:55 AM, Blogger voyeur said…

    Eu concordo em absoluto com a autora do post e discordo da minha dilecta paquiderme. O maior respeito que o velho poderá ter será o devido reconhecimento por anos de labuta. Melhor reconhecimento que lhes permitirem ficar em casa, recebendo uma pensão miserável que por pouco não lhes chega para os remédios anti-bicos-de-papagaio e, ocasionalmente, uma visitinha a Fátima onde esfolam os joelhitos em nome da senhora... Ao velho a sueca e o banco de jardim! ( Lembrem-se... pagamos pelos que nos pagarão... e vai daí, talvez não ).

    A Emplástrica que pense também um pouco num caso singular... será que o nosso pequeno rectângulo precisa de 160.000 advogados anuais?... No momento da inscrição pensem bem: ou direito ou carpintaria. Arriscam-se a ganhar mais onde mais falta fazem.

    Boa noite para ambas e um *

     
  • At 9:46 AM, Blogger Emplástrica said…

    DaMulinha,

    E nós os novos aprendemos com quem? Com os "hermanos" maiores,, certo? É dado mais que adquirido, longe de mim equacionar tal ponto.

    O facto é que a certa altura, e é o curso natural da vida... há que dar lugar aos outros.

    Não, isto não é discurso de presunção. Se formos a ver... nós trabalhamos hoje para a reforma dos outros. Agora diz-me: com o envelhecimento da população, aumento dos encargos sociais, e o aumento da idade a partir da qual a maior parte das pessoas começa a fazer descontos... quem irá pagar as nossas reformas?

    Há problemas sociais inerentes a estes factos.

    Uma beijoca de bom dia! *

     
  • At 10:08 AM, Blogger Emplástrica said…

    Voyeur,

    Já por diversas vezes pensei nesse seu último ponto.

    A sermos todos doutores (advogados ou não), quem ocupará essoutras profissões?

    É como diz, no futuro as profissões melhor remuneradas serão aquelas que não precisam do Diploma. Se bem que, para muitas delas, já seja necessário o tal CAP, o que demonstra que começa a exigir-se rigor e algum grau de exigência nas aptidões (esperemos é que muitos destes certificados não sejam apenas e somente... comprados).

    (Ainda mudaremos de profissão: eu a cortar madeira e o Voyeur a lixá-la... e já agora, a DaMula poderá ajudar a pregar: aqueles preciosos cascos em vez de me deixarem o olho esmurrado, podem ser aplicados com fins mais aliciantes!) ;)


    Um bom dia para si.

    *

     
  • At 11:03 AM, Blogger Damularussa said…

    Senhores,

    Não me refiro aos maiores de 50,60 ou 65 anos, mas aos de 40 e 45 que estão a ser dispensados nas empresas, imagine-se, por serem "velhos". Consultem as estatisticas, ficarão surpreendidos.

    Bom dia.

     
  • At 4:17 PM, Blogger Emplástrica said…

    DaMula,

    Mas não é a faixa etária dos 40 aos 60/5 que me refiro.

    Mas essa é também uma outra realidade a que assistimos e bem alarmante dado que muitas desses recursos humanos são, pois, os detentores do tal know how a que te referiste e aqueles que melhor o poderão transmitir dada a sua experiência.

    (Sem dúvida um tema bastante interessante a "apresentar".)

     

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